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Mães do Grendacc celebram data com fé e esperança

“Esse será o melhor Dia das Mães da minha vida porque estou com o meu filho e ele está bem e vivo”, conta Rosana Nunes da Silva, 46 anos, mãe do Enzo, de 5, um dos pacientes do Grendacc (Grupo em Defesa da Criança com Câncer). O pequeno passou por um transplante de medula bem-sucedido no dia 19 de fevereiro, no Hospital do Câncer Infanto-juvenil de Barretos.

Apesar de estar longe dos outros dois filhos, Lucas, 13, e Pedro, irmão gêmeo de Enzo, e do marido, Rosana se diz feliz demais. E tem um recado para as mães que estão passando pela descoberta de uma doença tão difícil como o câncer, ou que estão no início do tratamento: “Tenham fé, muita fé. Creiam em Deus que Ele vai acolher, amparar e dar força. Sei que é difícil essa jornada, é uma luta diária e tem muito sofrimento, mas a gente não pode desanimar e a fé é importante demais nessa hora”, acredita.

Rosana descobriu que o filho tinha leucemia aos 2 anos. Ele passou pelo tratamento, melhorou, mas teve uma recaída. Depois de ficar 5 meses internado no Hospital da Criança do Grendacc ele fez o transplante e está respondendo muito bem ao tratamento. Enzo e Rosana estão em Barretos, morando numa quitinete alugada e vão ao hospital uma vez por semana. Completados 100 dias do transplante – em junho – poderão voltar para a família em Jundiaí.

A pequena Giovanna, de 5 anos, atualmente faz quimioterapia uma vez por semana, está na fase de manutenção, o que é motivo de comemoração para sua mãe Gislaine de Oliveira Passos, 34 anos. “Nossa vida mudou totalmente depois que descobrimos a doença da Giovanna (leucemia LLA E). Mas, por pior que seja, acredito que tudo é um aprendizado”, afirma, ressaltando que nenhuma mãe está preparada para ver um filho lutando contra o câncer. “Tenho muita fé em Deus e em Nossa Senhora Aparecida e isso me ajudou a enfrentar os piores momentos”, lembra.

Gislaine descobriu a doença da filha em agosto do ano passado, quando Giovanna ficou 21 dias internadas no Grendacc. “Agora ela está curada e vamos passar esse Dia das Mães em casa, com a família – o marido e o outro filho, Vinícius, de 2 anos.”

A mensagem de Gislaine para as outras mães é que tenham força e fé. “Precisamos confiar em Deus, fazer o nosso melhor e seguir lutando essa batalha diária.”

Daiane Vanessa da Cruz Pereira, 41 anos, mãe de Laura, 16, também paciente do Grendacc, diz que esse Dia das Mães vai ser um “presente de Deus”. Sua filha fez a última quimioterapia em junho e está em remissão desde novembro, depois de lutar contra um câncer no ovário e metástase no pulmão. Agora voltou para a escola e para as demais atividades cotidianas. “Mas me lembro dessa data no ano passado, quando estávamos passando pelas sessões de quimioterapia. Por isso, cada dia é de agradecimento.”

Para as mães que estão lutando ao lado dos filhos contra o câncer, Daiane diz que é preciso ter certeza de que tudo vai dar certo.  “Temos que enfrentar essa luta com alegria, de cabeça erguida, pensamento positivo e sempre pensar apenas na cura a única coisa a se pensar é na cura”, afirma.

Para Priscila Luana P. Pereira, 38 anos, este também será o melhor Dia das Mães de todos. Depois de enfrentar uma leucemia LLA, Kauan, de 6 anos, está muito bem de saúde e agora só vai ao Grendacc de 5 em 5 meses. Ele ficou doente com 2 anos, mas a família só descobriu a doença aos 3 e desde então tem sido uma batalha. “Nós mães temos que nos pegar firme com Deus, pedir pelos nossos filhos e confiar sempre. ”

“Nós aqui no Grendacc presenciamos no dia a dia a força de vocês, mães que lutam junto com seus filhos para superar o câncer. Neste momento tão delicado que vivemos gostaríamos de expressar a admiração que temos por todas e dizer que a busca por essa superação é a nossa motivação diária, razão da nossa existência. Estamos juntos nessa luta, juntos pelo futuro da vida! ”, afirma Isabela Bastos Cardoso, vice-presidente da instituição.


Grendacc

O Grendacc (Grupo em Defesa da Criança com Câncer) é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, fundada em 18 de julho de 1995, que visa oferecer um atendimento humanizado e de qualidade para crianças e adolescentes com doenças oncológicas e hematológicas.

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