Publicação JUNTOS

Depois de uma reunião realizada ontem, em Brasília, no Ministério da Saúde, o Grendacc teve negado o credenciamento da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Criança.

Além de técnicos do Ministério da Saúde, participaram da reunião a diretora-presidente do Grendacc, Verci Andrêo Bútalo, o deputado federal Miguel Haddad e o ministro Ricardo Barros.

Após investir mais de R$ 3 milhões na construção do Hospital da Criança, inaugurado em janeiro deste ano, a instituição aguardava o credenciamento da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e do Unacom (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia) para poder ter acesso aos repasses de verbas federais referentes à oncologia.
Segundo explicou Verci Bútalo, o credenciamento do Unacon está de acordo com todas as exigência. “Estamos esbarrando na questão da UTI, uma vez que para ter esse credenciamento são necessários 50 leitos de internação geral, sendo que acabamos de construir 11 leitos, em pleno funcionamento e em perfeitas condições para atender a população pediátrica”, declarou.

Quando o Hospital da Criança foi construído não havia o apontamento de um número mínimo de leitos, o que passou a ser exigido a partir do final de março, por meio de uma nova portaria. “Nesta ocasião já estávamos inaugurados e com todo o nosso processo de credenciamento aprovado pela Diretoria Regional de Saúde do Estado”, complementou a presidente.

O Hospital da Criança possui hoje cinco leitos de UTI e mais 11 de internação, além de um centro cirúrgico com sala cirúrgica e dois leitos pós-anestésicos. Desde o início do funcionamento, em março, somente no centro cirúrgico já foram realizados 10 procedimentos, além de 60 internações.

O custo mensal de funcionamento é de R$ 1,5 milhão, o que tem deixado a instituição com o caixa no vermelho e sem condições de manter a internação caso não ocorram os devidos repasses federais.

“Construímos um hospital de primeiro mundo, com atendimento gratuito, mantido principalmente pela população, amigos e parceiros; e agora estamos dependendo de uma nova exigência, que inviabilizará o funcionamento da internação”, lamenta a presidente.
Embora a decisão ainda não esteja tomada, Verci admite a possibilidade de voltar a funcionar em regime ambulatorial e disse que nos próximos dias se reunirá com a diretoria da instituição para que o assunto seja discutido com todos e que principalmente as famílias de pacientes sejam tranquilizadas.

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