Divulgação site Medula

A cidade de Jundiaí vai receber mais uma grande campanha de cadastramento de doadores voluntários de medula óssea. Desta vez o evento será organizado pelo Hemocentro da Unicamp, em parceria com o Hospital da Criança do Grendacc (Grupo em Defesa da Criança com Câncer). O evento ocorrerá no próximo dia 07 de abril – Dia Mundial da Saúde, das 09 às 13 horas, no saguão do Hospital.

Serão coletados quatro mililitros de sangue de cada interessado em se cadastrar, lembrando o cadastro é permanente, portanto, quem já se cadastrou em campanhas anteriores, em qualquer localidade, não precisa efetuar o cadastro novamente.

Segundo explica o gestor de Suporte e Qualidade do Grendacc, Daniel Thomé Catalan, a iniciativa surgiu do fato de que não há um serviço de coleta permanente em Jundiaí, tornando necessária a realização de campanhas locais periódicas. “Já temos alguns anos da última campanha em Jundiaí, com centenas de cadastros efetuados. A meta, agora, é cadastrar cerca de 500 pessoas”, destaca ele, lembrando que é um procedimento rápido e muito simples.

Para se cadastrar:

– Ter entre 18 e 54 anos;
– Estar em bom estado de saúde;
– Não precisa estar em jejum;
– Não precisa agendar;
– Levar RG, CPF, nome e telefone de duas pessoas para contato

“Em caso de compatibilidade, vale lembrar que o procedimento é totalmente seguro e as células doadas se refazem rapidamente, não oferecendo risco ao doador”, reforça o gestor.

O Grendacc fica na avenida Olívio Boa, 99, Parque da Represa, em Jundiaí. Interessados em mais informações poderão comparecer no dia do cadastramento e esclarecer todas as dúvidas com profissionais que estarão à disposição para o atendimento.

Entendendo a doação

Para entender como funciona a doação ou o transplante de medula óssea, antes é preciso saber algumas informações mais técnicas. Como por exemplo, o que é medula óssea.

O que é medula óssea?

A medula óssea é um tecido gelatinoso encontrado no interior dos ossos. Ela é responsável pela fabricação das células sanguíneas (hematopoese) – plaquetas, glóbulos brancos (leucócitos) e glóbulos vermelhos (hemácias). É importante destacar que medula óssea é diferente de medula espinhal. A medula espinhal fica no interior da coluna vertebral e transmite os impulsos nervosos.

Conhecida popularmente como “tutano”, a medula é formada por uma grande quantidade de células-mãe ou progenitoras, que exercem a função de originar todas as células sanguíneas. As células-mãe sofrem autorrenovação ou se diferenciam e passam por diversos estágios de amadurecimento, antes de migrarem para o sangue.

Quem necessita de um transplante de medula óssea?

O transplante de medula óssea é indicado para o tratamento de doenças que comprometem o funcionamento da medula, assim como doenças hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças autoimunes.

O que é e como funciona o transplante de medula óssea?

O transplante de medula óssea é uma terapia celular. Células progenitoras (células-mãe) do sangue, ou células tronco-hematopoéticas, de um indivíduo saudável, são transfundidas no paciente. Para realizar o transplante, a compatibilidade entre o doador e o receptor necessariamente precisa ser de 100%.

O paciente é preparado para receber as células saudáveis por meio de um tratamento chamado “condicionamento”. Este tratamento é feito com altas doses de quimioterapia e/ou radioterapia, o que faz com que o sistema imunológico do paciente fique sem capacidade de reconhecer e destruir o enxerto (células saudáveis da medula do doador).

A terapia celular consiste no encaminhamento das células do doador ao paciente. Neste procedimento, o receptor recebe a medula óssea por meio de uma transfusão de sangue. As células transfundidas circulam pelo sangue, se instalando no interior dos ossos, dentro da medula óssea do paciente. Depois de um tempo, ocorre a ‘pega’ da medula, que é quando as células do doador começam a se multiplicar, produzindo as células do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas.
O tratamento tem o objetivo de substituir a medula óssea doente por células em perfeito estado, assim acontecerá a regeneração da medula do paciente.

Compatibilidade HLA

Existe a necessidade de realizar o exame HLA (histocompatibilidade) para assim, efetuar o transplante. O doador precisa necessariamente estar vivo para doar as células-mãe, que depois de um tempo se regeneram, não acarretando nenhum dano à saúde do doador.

Quando diagnosticada a necessidade de se realizar o transplante, o doador compatível deve ser procurado na família. Entre irmãos do mesmo pai e da mesma mãe, a chance é de 25%. As chances serão maiores, quanto maior o número de irmãos. Quando não há doador compatível entre os irmãos, ainda há chance de encontrar um doador na família. Esta chance existe principalmente em casos de casamentos consangüíneos na família e quando existem tipagens HLA mais freqüentes na família.

O grande problema é que aproximadamente 60% dos pacientes não encontram doador na família e precisam buscar um doador voluntário no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (REDOME). As chances de encontrar um doador não-aparentado no Registro é de 1 a cada 100.000.

A compatibilidade HLA (Antígenos Leucocitários Humanos) é verificada por testes de sorologia e/ ou por biologia molecular, por meio de uma amostra de sangue periférico, que é a coleta de sangue realizada no momento do cadastro de doador voluntário.

Como se tornar um doador?

Ser um doador é simples.

1° Passo – Cadastre-se:

Procure na sua cidade um hemocentro ou um hemonúcleo autorizado e cadastre-se. O cadastro consiste no preenchimento de uma ficha de identificação com dados de contato. Também será realizada a coleta de um simples exame de sangue para o teste de compatibilidade (tipagem HLA). Este exame de sangue não consiste na doação da medula óssea, apenas no cadastro de possível doador. Seus dados e sua tipagem HLA serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Uma vez cadastrado, os dados não expiram, não há necessidade de se cadastrar novamente.

2° Passo – Se você for convocado:

Se aparecer um paciente com a medula compatível com a sua, você será convocado. Será necessário realizar novos testes sanguíneos para a confirmação da compatibilidade. Se a compatibilidade for confirmada, você decidirá sobre a doação.

É muito importante o doador manter o REDOME atualizado com os seus dados cadastrais. Caso houver mudança de telefone ou endereço, comunique alteração no hemocentro que você fez o cadastro.

Como é feita a doação?

Existem duas formas de doar medula:

– Punções na bacia: a medula pode ser retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções com agulhas, o procedimento dura 60 minutos e é feito com anestesia. A sensação de dor permanece em média por uma semana e é semelhante à pós-injeção de Benzetacil. Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas. É importante destacar que o procedimento não envolve cirurgia, não há corte, nem pontos. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para sua casa no dia seguinte.

– Aférese: a doação é feita por aférese, o doador toma um medicamento por cinco dias para estimular a proliferação das células-mãe. Estas células são retiradas pelas veias do braço do doador, semelhante à doação de sangue. O tempo estimado é de 4 horas. O medicamento ingerido antes da doação pode causar dores no corpo e fadiga.

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